FRUTA AUSTRALIANA - AMEIXA-DA-AUSTRÁLIA (DAVIDSONIA)


Davidsonia 

Espécie exótica nativa da Austrália de onde é endêmica. A planta cresce moderadamente, mais é bem resistente a secas e a geadas, começa a produzir com 5 a 6 anos a depender do clima e altitude. A Davidson é razoavelmente bem conhecida no cultivo, particularmente entre os entusiastas da planta australiana. Geralmente é uma árvore pequena a média que pode atingir 10 metros sob condições ideais. Tem folhagem distinta, peluda, que geralmente é rosa brilhante quando nova. As folhas são divididas em folhetos (pinadas) e podem ter até 800 mm de comprimento. Ao contrário do que possa parecer, a ameixa-da-austrália não possui qualquer parentesco com a ameixa-européia (Prunus domestica). A semelhança muito acentuada entre os dois frutos pode ser atribuída a uma mera coincidência, ou quem sabe à convergência adaptativa. O fato é que D. pruriens pertence à família Cunoniaceae, de distribuição pantropical mas com apenas dois gêneros nativos do Brasil (Lamanonia e Weinmannia), ambos sem importância horticultural. O sabor ácido mas sem nenhuma adstringência, embora não a promova como fruta de mesa, em muito a qualifica como ingrediente nobre para o preparo de doces, geléias e chutneys. Em seu país de origem já existem plantações comerciais e processamento industrial, visando o mercado de alta gastronomia.

FRUTA CUBANA - MAMEY SAPOTA (POUPERIA SAPOTA).

Pouteria sapota  

O mamey sapote, é uma espécie de árvore nativa de Cuba e da América Central, variando naturalmente do sul de Cuba ao sul da Costa Rica, além do México. Mamey pode ser encontrado em muitas comunidades latino-americanas nos EUA, onde é feito em milkshakes e sorvetes, entre outras coisas. Alguns de seus nomes em países da América Latina, como o mamey colorado
(Cuba ), o zapote colorado ( Costa Rica) e o zapote rojo (América do Sul ), referem-se à cor avermelhada de sua carne para distingui-la do não relacionado, mas semelhante aparência Mammea americana, cujo fruto é geralmente chamado de "mamey amarelo". A fruta é uma excelente fonte de vitamina B6 e vitamina C , e é uma boa fonte de riboflavina , niacina , vitamina E , manganês , potássio e fibra alimentar . Pesquisas identificaram vários novos carotenóides da fruta madura.





AS FORMIGAS CORTADEIRAS TRABALHAM EM DIFERENTES FUNÇÕES.

Formiga-cortadeira (Atta), hymenóptero 



Insetos sociais encontrados exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas. Estas extraordinárias formigas desenvolveram um avançado sistema agrícola baseado num mutualismo: elas se alimentam de um fungo específico (Lepiotaceae, Basidiomycota), que cresce nas câmaras subterrâneas de seus ninhos. As formigas cultivam ativamente seu fungo, fornecendo fragmentos vegetais frescos e controlando organismos indesejados, como outros tipos de fungos (competidores). Segundo alguns autores, quando as formigas trazem acidentalmente folhas tóxicas ao fungo mutualista, este secreta uma substância química que serve de aviso para quê as formigas não coletem mais este vegetal.
No Brasil, as formigas do gênero Atta são conhecidas popularmente como saúvas. Dependendo da espécie, a população de um ninho adulto pode conter até vários milhões de formigas (exemplos: Atta laevigata, Atta texana, Atta sexdens), sendo que a maioria destas são operárias fêmeas estéreis. Elas são divididas em diferentes castas, principalmente pelo tamanho, exercendo diferentes funções. As maiores operárias, cuja principal tarefa é defender o ninho de invasores, mas podem participar de outras tarefas como carregar ou cortar objetos maiores. Em Atta laevigata, os maiores soldados podem ter um comprimento corporal de até 16 mm e largura de cabeça de 7 mm! Operárias com largura de cabeça em torno de 2 mm são as forrageiras, que cortam as folhas e levam-nas até o ninho. Um pouco menores são as operárias generalistas, que realizam diversas tarefas como limpar e preparar os fragmentos vegetais para o cultivo do fungo, cuidar das larvas, limpar a colônia, e, junto com as forrageiras, ajudar os soldados na defesa da colônia. As menores operárias, são as jardineiras, que implantam e cuidam da cultura de fungo.

Os ninhos adultos de Atta são verdadeiras maravilhas de engenharia, com centenas ou milhares de câmaras subterrâneas distribuídas em até, por exemplo, 6 ou 8 metros de profundidade (depende da espécie de formiga e do solo). Externamente, o monte principal de terra pode ter até 2 metros de altura e os montes secundários (menores) podem estar espalhados a vários metros do principal. Alguns autores sugerem que a arquitetura interna e externa do ninho é construído de tal forma que o vento entre na colônia, com a finalidade de quê o gás carbônico gerado pela respiração das formigas e do fungo, seja dispersado; bem como para repor o oxigênio consumido. O crescimento do fungo mutualista seria influenciado pela concentração destes gases.

As colônias de formigas cortadeiras, assim como as cidades humanas, produzem grandes quantidades de lixo. Para prevenir que doenças (das formigas) ou pragas da cultura do fungo mutualista, se espalhem pela colônia, as formigas desenvolveram um dos mais avançados sistemas de manejo de lixo da natureza. Rejeitos do cultivo do fungo e indivíduos mortos são separados e carregados por operárias especializadas (só fazem estas tarefas). Estes rejeitos são depositados em câmaras específicas para lixo, aonde vivem operárias especializadas em revirar estes rejeitos (provavelmente para acelerar a decomposição). Desta forma, a especialização de operárias no manejo de lixo e o isolamento do lixo em câmaras especializadas, servem para manter a colônia saudável. Na espécie Atta colombica, diferentemente das demais, o lixo é depositado em pilhas externas (ao ar livre), a alguns metros da colônia.




Formigas operárias cortando folhas para levar aos seus ninhos.


OROBANCHE LAVANDULACEA E ENCYCLIA TAMPENSIS

Orobanche lavandulacea (Parasita)

É uma planta do gênero de Orobanche na família de plantas de orobanca (Orobanchaceae). A espécie é distribuída na região do Mediterrâneo. Ele parasita em uma variedade de plantas herbáceas, mas geralmente em  Psoralea bituminosa. Sua área de distribuição inclui Espanha, França, Itália, Croácia, Grécia, Marrocos, Argélia e Tunísia. Líbia, Egito, Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Jordânia, Israel e as Ilhas Canárias.














Encyclia tampensis (Epífita)

É uma espécie de planta pertencente à família Orchid, subfamília Epidendroideae. Nativo da Flórida e das Bahamas, e outra variedade em Cuba é um epífito encontrado mais comumente nos carvalhos do sul, mas também em maçãs do lago, manguezais, ciprestes e palmeiras em redes tropicais e ao longo dos rios. Eles também são encontrados na Florida Keys.


LYSIANA MURRAYI E MONSTERA DELICIOSA

Lysiana murrayi (Parasita)

É um arbusto hemi parasitário ereto ou disseminado nas Loranthaceae (uma família de visco) que ocorre em todos os estados continentais da Austrália, exceto Victoria. Tem folhas estreitas planas (que às vezes podem ser semi-torneadas com um canal na superfície superior). As folhas têm 2,5 a 6 cm de comprimento, 1 a 3,5 mm de largura, não possuem um pecíolo distinto e a nervação não é visível. A inflorescência é uma flor solitária ou um par de flores sem um pedúnculo comum. Os pedicelos têm 8-20 mm de comprimento e fortemente alados em direção ao ápice. As brácteas membranosas que se espalham têm 2 a 3 mm de comprimento e são arredondadas no ápice. A corola do broto maduro é geralmente de 18 a 28 mm de comprimento e branca, amarela ou rosa. O fruto é globoso, 7-12 mm de comprimento e rosa ou vermelho.






Monstera deliciosa (Epífita)

A costela-de-adão é uma planta da família das aráceas. Possui folhas grandes, cordiformes, penatífidas e perfuradas, com longos pecíolos, flores aromáticas, em espádice comestível, branco-creme. A espécie é nativa do México e é mundialmente cultivada como ornamental pelas belas e peculiares folhas, com segmentos que lembram costelas. Seu fruto é comestível e muito saboroso, daí seu nome científico, Monstera deliciosa.  É uma epífita com raízes aéreas, capaz de crescer até 20 m de altura.  As raízes aéreas são utilizadas como cordas no Peru e para fazer cestas no México.







TRAFICANTE PRESO TRANSPORTANDO 800 TARTARUGAS NO RIO GRANDE DO SUL.

A Polícia Civil, que investiga o caso, já tem informações de que ele integra um grupo que recolhe ovos em lagoas do Rio Grande do Sul para colocar em açude próprio com o objetivo de monitorar a desova e transportar os animais recém-nascidos para Santa Catarina.

O criminoso foi preso em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e transportava os filhotes em quatro sacos de panos sem qualquer tipo de iluminação e ventilação. Eles também não recebiam água nem alimentação. O homem conduzia um veículo Kia Cerato e estava levando os animais para Florianópolis, em Santa Catarina. As tartarugas que sobrevivessem às condições precárias seriam vendidas por cerca de R$ 50 em lojas especializadas. Enquanto a polícia tenta identificar o viveiro clandestino, outros envolvidos no tráfico e também os receptadores dos animais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Porto Alegre recebeu os 800 filhotes. Paulo Guilherme Carniel Wagner, médico veterinário, analista ambiental e responsável pela área silvestre do órgão, disse, por volta de 11h25min desta quinta-feira (7), quatro animais haviam morrido e que outros devem morrer. Eles estão estressados devido aos maus-tratos e ficarão pelo menos por uma semana aqui no Ibama, em um taque, para se recuperarem. Depois, vamos devolvê-los ao seu habitat natural – ressalta Wagner. Segundo o Ibama, a espécie foi identificada como tigre-d'água e é nativa do Rio Grande do Sul. Tanto o Ibama quanto a Polícia Civil ressaltam que há um decreto estadual que proíbe a reprodução em cativeiro e a comercialização deste espécie no Rio Grande do Sul. Por isso os filhotes são levados para Santa Catarina. Wagner diz que, em média, a multa para casos como estes é de R$ 400 mil.

A BELA CIGARRINHA CONSIDERADA PRAGA PARA AS PLANTAS.

Cigarrinha-listrado doces (Graphocephala coccinea), hemíptero


Espécies de cigarrinhas coloridas nativas para Norte e América Central, do Canadá ao sul para o Panamá. Os adultos de G. coccinea medem 6,7-8,4 mm de comprimento e têm listras azuis (ou verdes) e vermelhas (ou vermelho-alaranjadas) nas asas e a parte superior do tórax combinada com coloração amarelo brilhante na cabeça, pernas, abdômen , e em outro lugar.

Os adultos da cigarrinha emergem tipicamente na primavera e depois do acasalamento, depositam os ovos nas veias, brotos e caules das folhas. Demora cerca de 10 dias para as ninfas eclodirem e começarem a metamorfose. Os hemípteros têm metamorfose incompleta, com as almofadas das asas da ninfa se tornando maiores entre os instares. A idade adulta é freqüentemente alcançada em 12 a 30 dias e geralmente uma geração é produzida por ano, embora até seis tenham sido registradas. cigarrinhas são distribuídas em todo o mundo (exceto na Antártida) e podem ser encontradas em qualquer lugar com vegetação. Eles são mais freqüentemente associados com plantas cultivadas, uma vez que são consideradas pragas. As cigarrinhas se alimentam de xilema e seiva do floema das plantas. Sua alimentação pode causar danos pela descoloração das folhas, interferindo no transporte de líquidos na planta, causando folhas enroladas e raquíticas e disseminando doenças.