Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

Trata-se de uma planta frequentemente confundida com diversas espécies chamadas de taro, nome pelo qual também pode ser conhecida. Quando cultivadas como plantas ornamentais, a taioba recebe o nome de orelha-de-elefante. A planta é cultivada em praticamente todas as regiões do Brasil e por ser uma espécie tropical, necessita de temperaturas quentes, em torno de 25 a 28 graus Celsius.A Taioba não tolera geada e em condições climáticas onde as temperaturas sejam inferiores a 15 graus Celsius, o crescimento da planta é muito comprometido. Para que se desenvolva bem, necessita de solos bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e cujo ph esteja entre 6 e 7. As taiobas podem ser colhidas de 80 a 100 dias após o plantio. É uma espécie tropical perene e de fácil cultivo. Pertence à família Araceae e tem como centro de domesticação as terras baixas da América do Sul. No Brasil ocorre principalmente no Sudeste, sendo comum encontrar plantas de taioba em áreas de matas em condições de semi sombreamento. Xanthosoma é uma erva tuberosa de grande porte. Pode atingir cerca de 2 m de altura. Plantas jovens têm o caule principalmente subterrâneo, enquanto exemplares adultos podem formar um caule aéreo curto, grosso e ereto. Os tecidos cortados liberam seiva leitosa. Cada planta adulta apresenta em geral de quatro a sete folhas. Os pecíolos podem medir de 80 a 160 cm. A lâmina foliar tem aproximadamente 60 a 97 cm de comprimento e 30 a 44 cm de largura. Nas plantas maduras é sagitada e ovada, com a face superior verde-escura e a inferior mais clara. O ápice é acuminado e os lobos basais são agudos a cuneados. As inflorescências nascem em grupos de uma a três por axila. A espada mede cerca de 23 a 32 cm, com tubo ovoide verde-claro e lâmina de tom marfim. O espádice mede aproximadamente 17 a 25 cm. Sua porção inferior possui flores femininas, seguida por uma zona de flores masculinas estéreis e pela região fértil masculina na parte superior. As flores são unissexuais e não possuem perianto. A planta forma um cormo principal subterrâneo do qual se desenvolvem cormelos laterais. A forma, a quantidade e a coloração dos cormelos variam entre materiais cultivados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário