ORQUÍDEA RARA QUE VIVE NO SUBSOLO E VULNERÁVEL EM EXTINÇÃO.

Rhizanthella gardneri


Rhizanthella gardneri é uma planta de origem australiana saprófita pertencente a familia Orchidaceae. As saprófitas são orquídeas raras, que não tem clorofila e usam restos de animais ou plantas em decomposição para se alimentar. uma orquídea extraordinária que vive toda a sua vida debaixo da terra. Ela floresce abaixo do solo, não tem folhas e sobrevive alimentando-se de nutrientes de um fungo que obtém seu alimento do solo e conectando-se às raízes da giesta-de-madeira, Melaleuca uncinata. A Rhizanthella foi uma sensação internacional quando foi descoberta por um agricultor que arava um campo na Austrália Ocidental em 1928. Ela ainda é incrivelmente difícil de encontrar, geralmente procurando em áreas com o habitat adequado e raspando cuidadosamente o solo em busca das flores enterradas, minúsculas flores avermelhadas envoltas em brácteas rosa-creme. As flores também têm um aroma intenso de baunilha e podem ser polinizadas por cupins ou pequenas moscas. Existem cinco espécies de Rhizanthella, todas entre as orquídeas mais raras do mundo. Com pouquíssimas plantas sobreviventes, elas são altamente vulneráveis ​​à extinção devido à perda de habitat e à seca causadas pelas mudanças climáticas.





 

PLANTA ORNAMENTAL PARA JARDIM MAS PRECISA DE CUIDADO PELA SUA TOXIDADE.

Codiaeum variegatum


Codiaeum variegatum é espécie é amplamente utilizada como planta ornamental, incluindo como planta de interior nas regiões temperadas e frias, sendo comercializada sob o nome comum de cróton. Estão disponíveis variados cultivares, com coloração foliar diversificada, maioritariamente com variegação de base avermelhada. A planta apresenta forte toxicidade para os humanos. Codiaeum variegatum é um arbusto perenifólio com até 3 m de altura, com grandes folhas espessas, com 5 à 30 cm de comprimento e 0,5 à 8 cm de largura, superfície coreácea brilhante, dispostas alternadamente. Os caules contêm uma seiva leitosa que escorre dos ramos cortados. As flores agrupam-se em longas inflorescências racemosas com 8 à 30 cm de comprimento, com as flores masculinas e femininas em inflorescências distintas. As flores masculinas são brancas, com cinco pequenas pétalas e 20 à 30 estames; as flores femininas são amareladas, sem pétalas. O fruto é uma cápsula com cerca de 9 mm de diâmetro, contendo três sementes com 6 mm de comprimento máximo. Apesar do nome comum "cróton", resultado de anteriormente ter pertencido ao gênero homônimo, esta espécie não deve ser confundida com Croton, um gênero cosmopolita, também da família Euphorbiaceae, que agrupa cerca de 700 espécies de plantas herbáceas, arbustos e árvores.

Toxicidade
Como é comum entre as plantas pertencentes à família Euphorbiaceae, a seiva pode causar eczema quando em contato com a pele de pessoas com especial sensibilidade a algum dos seus componentes. A casca, raízes, látex e folhas são tóxicos para os humanos quando ingeridos. A toxina presente é o composto químico 5-deoxi-ingenol. A planta contém um óleo que é violentamente purgativo e que se suspeita seja carcinogênico. O consumo de sementes pode ser fatal para crianças. 





 

FUNGOS: FUNGO CARVÃO (DALDINIA CONCENTRICA)

Daldinia concentrica


Daldinia é uma planta saprófita , que vive em madeira morta e em decomposição. Ela é capaz de liberar seus esporos mesmo em condições secas . Os freixos frequentemente perdem seus galhos e, ao crescer nesses galhos caídos, a daldinia concentrica ajuda na sua decomposição. O corpo de frutificação do fungo é muito duro e descrito como "não comestível". Você poderia quebrar os dentes se tentasse comê-lo. Mas ele tem outros usos. Outro nome é " Bola de Cãibra" , porque acreditava-se que carregar uma delas curava crises de cãibra. Se a sua cãibra não melhorar, você sempre pode usar o fungo para ajudar a acender uma fogueira . Ele precisa estar seco e preto para isso. O fruto deste fungo é hemisférico, com um corpo frutífero duro, friável e preto brilhante, de 2 a 7 centímetros de largura. Assemelha-se a um pedaço de carvão, o que lhe confere vários nomes comuns, incluindo fungo carvão e bolas de carbono. A polpa do corpo de frutificação é roxa, marrom ou preto-prateada por dentro e está disposta em camadas concêntricas. A maioria das fontes concorda que, assim como os anéis das árvores , essas camadas estão relacionadas ao crescimento sazonal. Os ascos (é a célula sexual produtora de esporos em fungos ascomicetos) .são cilíndricos e estão dispostos dentro do peritécio em forma de frasco. Quando cada asco se enche de fluido, ele se estende para fora do peritécio e libera esporos. D. concentrica contém diversos compostos únicos, incluindo um pigmento policíclico púrpura e um metabólito chamado concentricol (composto químico natural), que é esqualeno oxidado . Muitos tipos de insetos e outros pequenos animais fazem deste fungo seu lar.




 

A LIBÉLULA COM GARRAS QUE VAGUEIA EM JARDINS E BOSQUES.

Aeshna cyanea, Anisoptera



A Libélula é grande, mede cerca de 70 milímetros de comprimento. Tem manchas verdes sobre o corpo preto, e o macho, além disso, apresenta pontos azuis no abdômen.

O adulto come os
insetos capturados durante o voo. As ninfas alimentam em insetos aquáticos, girinos e peixes
pequenos, abundantes na lagoa que frequentam até emergirem como adultos nos meses de julho e em agosto, após três anos de desenvolvimento.

Essa libélula habita principalmente lagoas pequenas e bem vegetadas e lagos de jardim, mas vagueia amplamente e são frequentemente vistas em jardins e bosques abertos.

Essas libélulas se reproduzem em águas paradas ou de correnteza lenta. Os machos são frequentemente vistos patrulhando as margens de lagoas ou rios, onde lutam contra intrusos, colidindo com machos rivais e girando no ar.

As fêmeas são bastante discretas ao depositar seus ovos, mas às vezes revelam sua localização ao subirem ruidosamente dos juncos. Os ovos são depositados quando o inseto crava o abdômen em vegetação ou madeira em decomposição. Os ovos eclodem na primavera, após terem sido depositados no verão ou outono anterior.

Observa-se que o cerco na extremidade do abdômen das libélulas é confundido com garras ou ferrão, porém, as libélulas não possuem a capacidade de picar. As libélulas, especialmente os machos, são voadoras muito ativas e bastante curiosas.


A PLANTA INVASORA RASTEJANTE COM FRUTOS PEGAJOSOS.

Boerhavia diffusa                                                                                                       A espécie Boerhavia diffusa tem ampla distribuição, ocorrendo em toda a Índia, no Pacífico e no sul dos Estados Unidos e Brasil. Conhecida popularmente como Punarnava ou Erva-tostão. As flores são pequenas, com cerca de 5 mm de diâmetro. Os grãos de pólen são redondos, com aproximadamente 65 micrômetros de diâmetro. Esta ampla distribuição é explicada pelos seus pequenos frutos, que são muito pegajosos e crescem alguns centímetros acima do solo, idealmente posicionados para se agarrarem a pequenas aves e animais por onde passam entre a planta. Uma erva rastejante, perene e muito ramificada, com raízes robustas em forma de fuso. Ramos divaricados, caule arroxeado, engrossado nos nós. As folhas opostos, oblíquos, ovais ou suborbiculares, arredondados, inteiros, margens ligeiramente rosadas, onduladas, superfície inferior com pequenas escamas brancas, base arredondada. As flores pequenas sombrinhas formando panículas corimbosas, axilares e terminais, brácteas agudas, tubo do perianto constrito acima do ovário, limbo em forma de funil, rosa-escuro, com 5 faixas verticais externas, estames 2 ou 3, ligeiramente exsertos, desiguais, ovário súpero, oblíquo, óvulo 1, ereto, estigma. O fruto aquênio arredondado, com 6 nervuras. A semente minúsculo, albuminoso com endosperma. Embrião curvado. É uma planta invasora medianamente frequente, infestando jardins, pomares, cafezais, fendas de calçadas e terrenos baldios. É mais frequente em solos férteis e sombreados, vegetando principalmente no período no verão.   

  




                                                                                                                                                                                              




A LAGARTA-DE-FOGO CONHECIDA COMO TATURANA NA FASE LARVAL DE UMA MARIPOSA.

Megalopyge lanata, Lepidoptera




A Lagarta de Fogo é um inseto que sofre metamorfose completa, é a fase larval de uma mariposa pertencente à família Megalopygidae, da ordem Lepidoptera, a mesma de borboletas e outras mariposas. Popularmente, é conhecida como taturana. Sua aparência peculiar, com cerdas densas e coloridas, é um alerta visual para sua característica mais notável: o poder urticante. Essa espécie tem sua proliferação favorecida por condições climáticas favoráveis, sendo mais comum em épocas quentes e úmidas. A distribuição da lagarta-de-fogo abrange diversas regiões do Brasil, sendo prevalente em áreas onde suas culturas hospedeiras são cultivadas e as condições climáticas (altas temperaturas) são favoráveis ao seu desenvolvimento e proliferação, como o Sudeste, o Nordeste e o Centro-Oeste. Além disso, é frequentemente encontrada em troncos e ramos de árvores, onde se alimenta e se abriga. Na fase juvenil adquire o formato de larva (lagarta), sendo caracterizada pela coloração branca e corpo repleto de pelos avermelhados. Concluída esta etapa, o inseto encasula e se transforma em mariposa quando “adulto”, atingindo 70 milímetros de envergadura. Sua coloração se torna preta ou rosa com asas brancas. Esta lagarta apresenta riscos de acidentes durante o seu estágio larval quando, por meio das suas pilosidades, pode perfurar e inocular veneno, capaz de queimar a pele humana.









 

Civettictis civetta

A civeta africana é um mamífero carnívoro, africano, da família dos viverrídeos, com até 90 cm de comprimento. A espécie possui uma pelagem negra com manchas brancas e glândulas anais que produzem uma secreção acre e oleosa, conhecida como almíscar, utilizada na confecção de perfumes. A civeta distribui-se por toda a África subsariana, com exceção da Somália. A civeta africana vive tanto na floresta quanto em campo aberto, mas parece necessitar de uma cobertura de grama alta ou matagal para se proteger durante o dia, raramente é encontrada em regiões áridas da África, geralmente são encontrados perto de fontes de água permanentes.

Possui muitas características inconfundíveis, incluindo a parte traseira grande, a postura com a cabeça baixa e uma juba curta, que se estende pelas costas. Essa juba se eriça quando o animal está excitado ou assustado, fazendo-o parecer maior. Seus corpos são prateados ou creme, com manchas e marcas marrom-escuras. O comprimento do corpo varia de 60 a 90 cm, com uma cauda de 43 a 60 cm. Essa civeta tem cinco dedos com garras longas e não retráteis. Ela possue molares grandes e largos, adequados para triturar e moer. 

É criatura tipicamente solitária. Ela usa a secreção de suas glândulas perineais para marcar seus territórios ao redor de suas civeteiras. Essas marcações geralmente seguem rotas e caminhos comuns e ficam a menos de 100 metros das civeteiras. As fêmeas em cativeiro são poliéstricas. O acasalamento dura de 40 a 70 segundos. Na África Austral, as civetas africanas provavelmente acasalam de outubro a novembro, e as fêmeas dão à luz na estação chuvosa, entre janeiro e fevereiro. A expectativa de vida média de uma civeta africana em cativeiro é de 15 a 20 anos. As fêmeas constroem um ninho que normalmente fica em vegetação densa e, frequentemente, em um buraco cavado por outro animal. As fêmeas de civeta africana normalmente dão à luz de um a quatro filhotes. Os filhotes nascem em estágios avançados em comparação com a maioria dos carnívoros.



O BESOURO GORGULHO CONHECIDO COMO BROCA DO COQUEIRO.

Homalinotus coriaceu, Coleoptera



O gorgulho-preto-do-coqueiro, é uma espécie de gorgulho pertencente à família Curculionidae, é conhecido popularmente como broca-do-cacho-do-coqueiro ou broca-do-pedúnculo-floral. É considerado um besouro praga de cultura do coco no Brasil. Na época reprodutiva as fêmeas abrem um orifício próximo da região de inflorescência do coqueiro e deposita um único ovo por abertura. As larvas se desenvolvem se alimentando de material vegetal, danificando tecidos e interrompendo o fluxo de seiva o que causa a queda de flores e frutos. O período larval dura em média 144 dias e os adultos podem viver durante aproximadamente um ano e meio. É um besouro de cor preta, que mede de 2,0 a 2,8 cm de comprimento. Tem hábito noturno e passa o dia abrigado nas axilas foliares. A larva tem o corpo recurvado, delgado e branco, e mede de 4,0 a 5,0 cm de comprimento. Ao se alimentar nas laterais do pedúnculo floral, danifica os vasos de condução da seiva. Ao final do desenvolvimento, retira fibras da base do cacho, do pecíolo da folha ou do estipe, para preparação do casulo, deixando com isso sulcos superficiais de até 8,0 cm de comprimento, os quais denunciam a presença da praga e indicam a severidade da infestação.



A PLANTA KALANCHOE DE MADAGASCAR QUE SE ADAPTOU MUITO BEM NO BRASIL.

Kalanchoe daigremontiana

 
A planta conhecida como Aranto é uma espécie do tipo suculenta, originária da ilha de Madagascar, na África, é popularmente conhecido como mãe-de-mil, mãe-de-milhares e fortuna. Aqui no Brasil, o aranto se adaptou facilmente ao nosso clima. Isso porque, como uma boa suculenta que é, vive muito bem em regiões tropicais e subtropicais. A planta também chamda de Kalanchoe daigremontiana se distingue pela capacidade de reprodução vegetativa, através de brotos que crescem em suas folhas, e que caem no chão, continuando a propagação. Todas as partes da planta são venenosas (daigremontianin), e podem ser fatais se ingeridas por crianças ou animais de pequeno porte. Pode atingir até 1 metro de altura, possui folhas do tipo lanceolada carnudas que chegam a 15–20 cm de comprimento e cerca de 3,2 centímetros (1,25 polegadas) de largura. Tem coloração verde médio e meio acinzentado acima das folhas e com manchas roxas embaixo. Plantas adultas também podem desenvolver raízes laterais envolto ao seu caule principal. A planta possui vários nós com dois ou três folhas em cada nó. As folhas da parte superior da plantas tendem a desenvolver desproporcionalmente, fazendo com que a haste principal dobre para baixo e, eventualmente, desenvolvem novos caules primários que se estabelecem como plantas independentes. Podem passar por um longo período de floração. A floração, no entanto, não é um evento anual e irá ocorrer esporadicamente.

A BELEZA E RESISTÊNCIA DA FLOR QUE FAZ DELA UMA EXCELENTE OPÇÃO PARA PREENCHER O ESPAÇO NO JARDIM.

Onze horas (Turnera subulata)

A Turnera conhecida como, Chanana, Onze horas ou Flor-do-Guarujá. Ela é nativa da América do Sul, ocorrendo principalmente na região Nordeste do Brasil. Essa planta é uma erva perene que cresce duma raiz primária densa e expeça e um caule lenhoso. Ela tem altura máxima de cerca de 80 cm. Suas folhas têm formato aproximadamente oval com margens dentadas. As faces anteriores delas são cobertas com "pelos" brancos, os quais também podem estar presentes na face de cima. As folhas têm tamanho de cerca de 9 cm. As flores ocorrem nas axilas das folhas, dentro de cálices de sépalas glandulares e "peludas". As flores tem formato de disco a funil, e as pétalas são arredondadas ou ovais, com a mais longas tendo mais que 3 cm. Elas são brancas e amareladas com bases mais escuras servindo como guias de néctar. O centro da flor é duro, com textura parecida com a língua de um gato. As flores crescem no ano todo, e tendem a abrir no nascer do sol e fechar cerca de 11 da manhã. 

Cultivo
Essa espécie aprecia sol pleno, mas também se adapta à meia-sombra, especialmente em regiões de clima muito quente. Sua resistência faz com que tolere períodos de seca, porém, para um desenvolvimento mais saudável, é recomendado manter uma rega regular, sem encharcar o solo. O substrato ideal para o plantio deve ser bem drenado e rico em matéria orgânica. A adubação pode ser feita com composto orgânico ou fertilizantes equilibrados, favorecendo uma floração contínua. Além disso, uma poda leve pode ser realizada para estimular novos brotos e manter a planta com um formato harmonioso.


FUNGOS: TRAMETES GIBBOSA

Trametes Gibbosa



É um cogumelo poliporo que causa podridão branca. É encontrado em tocos de faia e madeira morta de outras espécies de madeira dura. Os corpos de frutificação são perenes, com 8 a 15 cm de largura, fixados lateralmente, semicirculares. A superfície é plana, apenas no ponto de fixação ligeiramente convexa com um caroço característico, esparsamente listrada, ligeiramente sulcada e coberta com pelos espinhosos e espessos. Quando jovem, sua superfície é branca, depois acinzentada, também verde acinzentada sob a influência de algas e quase preta quando velha. Embora geralmente não sejam relatados como seriamente venenosos, esses fungos de suporte são muito duros para serem considerados comestíveis.



 

LEPTOGLOSSUS ZONATUS É AMPLAMENTE CONHECIDO COMO O PERCEVEJO OCIDENTAL.


Leptoglossus zonatus, Hemiptera


Percevejo-gaúcho (Leptoglossus zonatus) é um insecto nativo não endêmico do Brasil da família Coreidae. As fêmeas são maiores que os machos e pões os ovos enfileirados e aderidos ao substrato. Os ovos são inicialmente verdes e tornam-se definitivamente marrons após poucas horas. A encubação dos ovos é de cerca de 9,6 dias. As ninfas ficam agrupadas até o final do segundo estágio e diferentes alimentos interferem no seus tempos de desenvolvimento. Os adultos da espécie possuem comprimento do corpo maior que 2 cm (as fêmeas são maiores que os machos), coloração marrom escura e antenas bicolor. Uma característica da sua taxonomia é a expansão da tíbia em cerca de 80% e a presença de duas máculas ovóides no disco do pronoto e região mediana das asas. Os principais danos causados pelo inseto é na produção das sementes por comprometerem gravemente os parâmetros fitossanitários exigidos para a comercialização. Os insetos injetam substâncias tóxicas ao sugarem os grãos, prejudicando o enchimento e alterando a qualidade fisiológica e sanitária, diminuindo a porcentagem de germinação.




 

A ABELHA QUE PODE FERROAR MAIS DE UMA VEZ CAUSANDO ALERGIA EM PESSOAS QUE NÃO SÃO ALÉRGICAS.

Apoica pallida, Hymenoptera




O marimbondo-de-chapéu (Apoica pallida) é uma espécie de vespa do gênero apoica e da família vespidae. Possui coloração amarela, e ocelos notavelmente desenvolvidos, derivados de seu hábito noturno. Seu nome popular se deve ao fato de construir ninhos que assemelham-se a um chapéu sem abas. É um vespídeo com cerca de 3 centímetros de comprimento, com abdome amarelo-enxofre, cabeça e tórax bronze-amarronzado. Não perde o ferrão após a ferroada, podendo ferroar por mais de uma vez. Sua picada é dolorosa e pode causar reações alérgicas até mesmo em quem não apresenta histórico de alergia, de acordo com o biólogo. São polinizadoras e se alimentam de néctar.






 

FUNGOS: AURICULARIA NIGRICANS

Auricularia nigricans


É uma espécie de fungo da família auriculariaceae . Os basidiocarpos (corpos frutíferos) são gelatinosos, semelhantes a espigas, e crescem em madeira morta de árvores de folhas largas. Corpos frutíferos finos, gelatinosos e elásticos, com até 60 mm de diâmetro e 4 mm de espessura. Os corpos frutíferos ocorrem individualmente ou em grupos. A superfície superior é densamente tomentosa e cinza-acinzentada a marrom-amarelada. A parte inferior com esporos é lisa e rosada a marrom.


 

UMA PLANTA ORNAMENTAL PARA CULTIVAR NA CALÇADA OU JARDIM.

Resedá (Lagerstroemia indica)

Árvore pequena de altura até 5,0 metros, caducifólia, forma arredondada, de folhas pequenas ovais, alternas nos ramos. No outono, antes de caírem as folhas tomam bela cor avermelhada. As flores são pequenas, de pétalas recortadas e delicadas, na cor branca, rosa-claro, rosa-forte e vermelhas. Floresce a partir de novembro, permanecendo em floração até final do verão. Pode ser cultivada em todo o Brasil. Atrai borboletas e beija-flores.

Cultivo
Devem ser cultivadas sob sol pleno em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e regada a intervalos regulares. Apesar de bastante rústica, é interessante realizar podas de limpeza, removendo ramos emaranhados e doentes, além das flores murchas. A forma natural da planta é bonita, mas é frequente o uso de podas de formação, para transforma-la em arbusto ou arvoreta com copa redonda e compacta. Resistente à poluição urbana. Multiplica-se por estacas e sementes.

                                                   


 


















O BESOURO LAGRIA PRODUZ SONS CONHECIDO COMO ESTRIDULAÇÃO PARA SUA AUTO DEFESA.

Lagria villosa, Coleoptera


Lagria villosa é um besouro Tenebrionidae de origem africana tropical e subtropical que é invasor na América do Sul. Os besouros vivem em simbiose com uma cepa da bactéria Burkholderia gladioli , que produz um policetídeo que protege os ovos do besouro contra infecções fúngicas e também bacterianas. A substância, lagriamida , é estruturalmente semelhante a bistramidas como a bistramida A , que têm funções defensivas semelhantes em tunicados marinhos.

Esses besouros têm um corpo macio e alongado e uma cabeça e tórax marrom ou preto brilhante. Os éltras relativamente alongados são marrom-amarelados e cobertos por pêlos finos e densos. O resto do corpo também é peludo, mas eles são menos visíveis. As antenas, a parte inferior do corpo e as pernas são pretas. Os olhos são notavelmente grandes e redondos. As antenas são compostas por onze segmentos. O éltra das fêmeas é mais estendido para trás do que nos machos e o abdômen da fêmea parece mais largo que nos machos. O macho, além de seu corpo mais esguio, se distingue das fêmeas por seus olhos maiores e pelo comprimento do último segmento das antenas, que é quase o dobro do segmento correspondente na fêmea. As asas traseiras são transparentes.

O estágio do ovo é quando o bicho capixaba inicia sua vida. Os ovos são geralmente depositados em locais protegidos e variam em cor. Os ovos são pequenos e discretos, servindo como estágio de desenvolvimento para o embrião dentro.
Durante o estágio larval, o bicho capixaba tem a aparência de um verme e se alimenta continuamente para suportar o rápido crescimento. Este estágio é caracterizado por várias mudas, onde a larva aumenta em tamanho e complexidade a cada muda.
Ao entrar no estágio de pupa, o bicho capixaba passa por uma transformação dentro de um casulo protetor. Ele é imóvel, com grandes reorganizações internas ocorrendo. A pupa pode exibir mudanças de cor conforme o desenvolvimento prossegue.
Ao emergir da pupa, o desenvolvimento do adulto bicho capixaba é marcado pela presença de asas e órgãos reprodutivos funcionais. O corpo está completamente formado e endurecido, e o adulto é móvel, focando na reprodução.

 O Lagria pode produzir uma variedade de sons através de um processo conhecido como 'estridulação', comumente usado como mecanismo de defesa.


 

A RESINA É UMA SUBSTÂNCIA PROTETORA PARA OS TRONCOS DAS ÁRVORES.

Resina de árvores

 Essa substância ‘cobre’ a lesão no vegetal e, apesar de moldável num primeiro momento, se endurece quando em contato com o ar, oferecendo uma proteção eficiente com relação a perdas de substâncias vitais, patógenos e tantos outros riscos. 

A resina é uma secreção formada especialmente em canais de resina de algumas plantas como, por exemplo, árvores coníferas. Numa ferida na casca da árvore, a resina escoa lentamente, endurecendo por exposição ao ar. De outra forma pode ser obtida fazendo talhos na casca ou madeira da planta. Essas resinas são basicamente compostas por terpenos (Os terpenos são substâncias presentes na maioria dos vegetais. Cumprem a função de protegê-los e estimular o seu crescimento) e derivados, somados de alguns compostos orgânicos, em menor proporção, como óleos essenciais e ácidos carboxílicos, os componentes voláteis presentes nos terpenos, principal componente das resinas, também liberam um odor que atrai diferentes animais que se alimentam de insetos herbívoros, e por várias razões cujas importâncias relativas são debatidas. 

Sabe-se que as resinas cicatrizam as feridas da planta, matam insetos e fungos e permitem que a planta elimine acetatos desnecessários. Ao fazer isso, esses animais impedem que as árvores sejam prejudicadas por insetos e patologias enquanto as resinas ainda não endureceram. As principais características das resinas são: não serem solúveis em água, endurecerem quando em contato com o oxigênio (oxidam-se), não desempenham um papel direto nos processos fundamentais de manutenção da vida da planta e são tipicamente convertíveis em polímeros. 

Por muito tempo o Brasil desmatou gigantescas áreas em busca de produtos florestais utilizados no seu desenvolvimento. Com o tempo, tornou-se necessário reflorestar grandes áreas na busca de mais produtos e redução do desmatamento.



A COSCIENTIZAÇÃO DA PRESERVAÇÃO DOS INSETOS POLINIZADORES, ESPECIALMENTE AS ABELHAS.


O Dia Mundial da Abelha


O Dia Mundial das Abelhas foi estabelecido pela ONU durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 2017 e é comemorado todo dia 20 de maio desde 2018. Esta data comemora a importância dos seres polinizadores e procura sensibilizar-nos para as ameaças que as abelhas enfrentam. Pretende-se valorizar a sua importância para o equilíbrio do ecossistema, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

Abelhas e outros polinizadores como borboletas, morcegos e beija-flores estão sob ameaça crescente de atividades humanas.

A polinização é um processo crucial para a sobrevivência dos ecossistemas e quase 90% de todas as espécies selvagens de flores e outras plantas dependem totalmente, ou em parte, da polinização animal ao lado de mais de 75% de todas as plantações de alimentos do mundo, além de 35% da terra agricultável do planeta.

Para aumentar a conscientização sobre a importância dos polinizadores, as ameaças que eles enfrentam e seu papel para o desenvolvimento sustentável, a ONU criou o Dia Mundial com a meta de fortalecer medidas de proteção das abelhas e outros polinizadores.

Essas ações poderiam ajudar a resolver problemas relacionados à cadeia global de alimentos e a eliminar a fome em países em desenvolvimento. Todos dependem dos polinizadores para monitorar o declínio e conter a perda de biodiversidade.

Nas Nações Unidas, a celebração do Dia Mundial da Abelha começou na sexta-feira com um evento em Roma, sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, transmitido pela internet.

A cerimônia chamou a atenção para os riscos de uma produção intensa de monocultura e o uso impróprio de pesticidas que são uma ameaça séria aos polinizadores.

Sem polinização, não temos produção de alimentos. Em Santa Catarina, o impacto econômico da apicultura vai muito além da produção de mel. Ele se reflete no ganho de produtividade de culturas como maçã, pera e ameixa, graças ao trabalho de polinização das abelhas.

Polinização de plantas alimentícias

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que 70% de todas as culturas agrícolas são polinizados por abelhas, estima-se que grande parte dos alimentos consumidos pelos seres humanos são produtos do processo de polinização desses insetos.

Polinização de matas nativas

A ação das abelhas no meio ambiente também colabora para a preservação das matas nativas, já que 85% das plantas de matas e florestas são polinizadas por esses insetos. Na Mata Atlântica, por exemplo, 90% das espécies vegetais são polinizados por abelhas.

As abelhas estão desaparecendo? Por quê?

Ações humanas como desmatamento, uso de pesticidas e mudanças climáticas ameaçam a alimentação, a habitação e a sobrevivência direta desses insetos. Recentemente, uma denúncia feita pelo pesquisador e biólogo Antônio F. Carvalho, em um estudo no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), em Santa Teresa, revelou outro risco aos animais: o tráfico online de abelhas. Segundo a publicação, a transferência dos insetos de seu hábitat para regiões não nativas facilita a disseminação de parasitas e predadores, o que contribui ainda mais para o desaparecimento da espécie.


FUNGOS: LENTINUS CRINITUS

Lentinus crinitus



O fungo Lentinus crinitus é uma espécie de basidiomiceto bastante comum no Brasil, é um gênero de fungos da família Polyporaceae. O gênero é amplamente distribuído, com muitas espécies encontradas em regiões subtropicais sendo frequentemente associada a troncos em decomposição, possui propriedades higroscópicas, secando em períodos de estiagem e reidratando em períodos de chuva, quando retomam o seu crescimento a partir de onde pararam. Revisões sobre fungos nativos brasileiros são de grande importância para o conhecimento científico, com grande aplicabilidade como espelho para espécies da mesma família. As propriedades etnobotânicas, fitoquímicas, farmacológicas, etnomedicinais e biotecnológicas de L. crinitus destacadas nesta revisão fornecem informações para estudos futuros e exploração comercial, e revelam que este fungo tem enorme potencial para aplicações farmacêuticas, nutracêuticas, biotecnológicas e ecológicas.