Boerhavia diffusa A espécie Boerhavia diffusa tem ampla distribuição, ocorrendo em toda a Índia, no Pacífico e no sul dos Estados Unidos e Brasil. Conhecida popularmente como Punarnava ou Erva-tostão. As flores são pequenas, com cerca de 5 mm de diâmetro. Os grãos de pólen são redondos, com aproximadamente 65 micrômetros de diâmetro. Esta ampla distribuição é explicada pelos seus pequenos frutos, que são muito pegajosos e crescem alguns centímetros acima do solo, idealmente posicionados para se agarrarem a pequenas aves e animais por onde passam entre a planta. Uma erva rastejante, perene e muito ramificada, com raízes robustas em forma de fuso. Ramos divaricados, caule arroxeado, engrossado nos nós. As folhas opostos, oblíquos, ovais ou suborbiculares, arredondados, inteiros, margens ligeiramente rosadas, onduladas, superfície inferior com pequenas escamas brancas, base arredondada. As flores pequenas sombrinhas formando panículas corimbosas, axilares e terminais, brácteas agudas, tubo do perianto constrito acima do ovário, limbo em forma de funil, rosa-escuro, com 5 faixas verticais externas, estames 2 ou 3, ligeiramente exsertos, desiguais, ovário súpero, oblíquo, óvulo 1, ereto, estigma. O fruto aquênio arredondado, com 6 nervuras. A semente minúsculo, albuminoso com endosperma. Embrião curvado. É uma planta invasora medianamente frequente, infestando jardins, pomares, cafezais, fendas de calçadas e terrenos baldios. É mais frequente em solos férteis e sombreados, vegetando principalmente no período no verão.
A LAGARTA-DE-FOGO CONHECIDA COMO TATURANA NA FASE LARVAL DE UMA MARIPOSA.
Megalopyge lanata
A Lagarta de Fogo é um inseto que sofre metamorfose completa, é a fase larval de uma mariposa pertencente à família Megalopygidae, da ordem Lepidoptera, a mesma de borboletas e outras mariposas. Popularmente, é conhecida como taturana. Sua aparência peculiar, com cerdas densas e coloridas, é um alerta visual para sua característica mais notável: o poder urticante. Essa espécie tem sua proliferação favorecida por condições climáticas favoráveis, sendo mais comum em épocas quentes e úmidas. A distribuição da lagarta-de-fogo abrange diversas regiões do Brasil, sendo prevalente em áreas onde suas culturas hospedeiras são cultivadas e as condições climáticas (altas temperaturas) são favoráveis ao seu desenvolvimento e proliferação, como o Sudeste, o Nordeste e o Centro-Oeste. Além disso, é frequentemente encontrada em troncos e ramos de árvores, onde se alimenta e se abriga. Na fase juvenil adquire o formato de larva (lagarta), sendo caracterizada pela coloração branca e corpo repleto de pelos avermelhados. Concluída esta etapa, o inseto encasula e se transforma em mariposa quando “adulto”, atingindo 70 milímetros de envergadura. Sua coloração se torna preta ou rosa com asas brancas. Esta lagarta apresenta riscos de acidentes durante o seu estágio larval quando, por meio das suas pilosidades, pode perfurar e inocular veneno, capaz de queimar a pele humana.


Civettictis civettaA civeta africana é um mamífero carnívoro, africano, da família dos viverrídeos, com até 90 cm de comprimento. A espécie possui uma pelagem negra com manchas brancas e glândulas anais que produzem uma secreção acre e oleosa, conhecida como almíscar, utilizada na confecção de perfumes. A civeta distribui-se por toda a África subsariana, com exceção da Somália. A civeta africana vive tanto na floresta quanto em campo aberto, mas parece necessitar de uma cobertura de grama alta ou matagal para se proteger durante o dia, raramente é encontrada em regiões áridas da África, geralmente são encontrados perto de fontes de água permanentes.
Possui muitas características inconfundíveis, incluindo a parte traseira grande, a postura com a cabeça baixa e uma juba curta, que se estende pelas costas. Essa juba se eriça quando o animal está excitado ou assustado, fazendo-o parecer maior. Seus corpos são prateados ou creme, com manchas e marcas marrom-escuras. O comprimento do corpo varia de 60 a 90 cm, com uma cauda de 43 a 60 cm. Essa civeta tem cinco dedos com garras longas e não retráteis. Ela possue molares grandes e largos, adequados para triturar e moer.
É criatura tipicamente solitária. Ela usa a secreção de suas glândulas perineais para marcar seus territórios ao redor de suas civeteiras. Essas marcações geralmente seguem rotas e caminhos comuns e ficam a menos de 100 metros das civeteiras. As fêmeas em cativeiro são poliéstricas. O acasalamento dura de 40 a 70 segundos. Na África Austral, as civetas africanas provavelmente acasalam de outubro a novembro, e as fêmeas dão à luz na estação chuvosa, entre janeiro e fevereiro. A expectativa de vida média de uma civeta africana em cativeiro é de 15 a 20 anos. As fêmeas constroem um ninho que normalmente fica em vegetação densa e, frequentemente, em um buraco cavado por outro animal. As fêmeas de civeta africana normalmente dão à luz de um a quatro filhotes. Os filhotes nascem em estágios avançados em comparação com a maioria dos carnívoros.
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